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As cores no cinema: Parte I (Por Dentro do Cinema #1)



O cinema, como uma das artes mais conhecidas e consumidas atualmente, utiliza de diversas formas para impactar quem o contempla. Entre todas as camadas de um filme, a utilização da psicologia e a teoria das cores é uma das mais notáveis e modernas para a completa imersão no filme. Anteriormente, na época dos filmes em preto e branco (ou no máximo pintados à mão), os diretores buscavam causar uma sensação no público de um modo diferente; porém não era de um jeito muito arcaico. No entanto, é necessário entender, a priori, que não significa que as cores são usadas por dadas razões que todos os filmes deverão usar delas à risca – mas isso veremos mais em frente.


Sem ter que falar duas vezes, as cores possuem o poder de manipular nossas emoções e, também, as ações de todas as pessoas. E isso é fato. É comprovado cientificamente que a cor violeta, por exemplo, atiça o relaxamento espiritual, e que o bege resulta em preguiça mental caso estiverem em grande quantidade no ambiente. Entretanto, não se deve se limitar apenas a essas cores e sentimentos, todas elas podem estimular reações boas ou ruins dependendo de como são e estão sendo utilizadas.


É muito comum terem a ideia de que “filmes antigos” são em preto e branco e que “filmes recentes”, são em cores. No entanto, como acontece na maioria dos desenvolvimentos, não existe uma ruptura clara e exata de quando que os filmes em cores começaram a ser feitos em larga escala e quando a indústria parou com os filmes monocromáticos acinzentados. Além disso, vários cinéfilos sabem que esses filmes nunca pararam de ser produzidos. Temos como exemplo,Roma (2018), Mank (2020), O Farol (2019), O Ar