Buscar

Acordo de Paris e o papel estadunidense

A descoberta dos combustíveis fósseis como importante fonte energética para a indústria revolucionou a história mundial, num processo que conhecemos por “Primeira Revolução Industrial”. Esse movimento iniciado em meados do século XVIII pela Inglaterra, foi o pontapé inicial para uma questão iminente na sociedade moderna: o aquecimento global.



O aquecimento global é o fenômeno de intensificação do efeito estufa, que resulta no aumento das temperaturas médias do planeta e traz consigo uma série de consequências irreversíveis, como o derretimento de geleiras, aumento do nível do mar, dificuldades na produção de alimentos, escassez de recursos hídricos e prejuízos à saúde humana. Para entender melhor as causas e consequências dessa problemática, devemos compreender inteiramente esse efeito.

Os gases existentes na atmosfera terrestre – como o óxido nitroso, o metano, os CFCs e dióxido de carbono, assim como a água – ajudam a evitar que o calor do sol escape para o espaço e contribuem para a manutenção da vida na terra. O efeito estufa é, portanto, um fenômeno natural; entretanto, a ação humana têm aumentado a emissão dos gases atmosféricos, o que dificulta ainda mais a dispersão de calor e consequentemente, provoca o aumento excessivo das temperaturas globais. Para essa intensificação é dado o nome de “aquecimento global”.

Em razão disso, dá-se a importância do Acordo de Paris, um tratado assinado em 2015 pelos países-membros da Organização das Nações Unidas (ONU), visando não só conter este fenômeno, mas também propor metas para um desenvolvimento mais sustentável. Um de seus principais objetivos é conter o aumento exponencial das temperaturas terrestres, contando com o comprometimento das nações em mantê-los bem abaixo de 2.0ºC, além de seus esforços para que fiquem abaixo de 1.5ºC (seguindo como parâmetro os níveis pré-industriais).

Para que as cláusulas desse tratado possam ser atingidas dentro de seu prazo no ano de 2030, a colaboração da comunidade internacional é fundamental, principalmente daqueles países que mais contribuem com a emissão dos gases do efeito estufa – em especial de CO2. Os Estados Unidos ganham grande destaque quando se trata da queima de combustíveis fósseis, já que com seu papel de “grande potência industrial”, deixaram uma grande pegada de carbono1 no planeta.

Os EUA, que até poucos dias, não eram membros do Acordo de Paris, são a nação que mais contribuiu com o aquecimento global desde os tempos da Revolução Industrial, segundo dados do site Climate Watch. Isso porque mais de 50% de suas fontes de energia são combustíveis fósseis