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A vida e o mundo como uma mera representação



ATENÇÃO: TEXTO SÓ PARA OS FORTES


Desde o começo de nossa história, o questionamento do que é real, do que é interpretação ou do que é viver a vida era muito recorrente – e ainda é, de um certo modo, nos dias de hoje. Filósofos como Arthur Schopenhauer e Friedrich Nietzsche, desmistificaram e trouxeram ideias de como viver a vida e como usar a arte ou o autoconhecimento para tal; tornando o homem melhor – ou maior – de um modo incomum para uma determinada época. Assim, Schopenhauer estudava uma representação do mundo pelos sentidos e experimentação subjetiva, o que torna a vida, o mundo e o universo um mero nada, caso não existir algo ou alguém para haver uma representação de realidade e de sentido.


O filósofo inicia seu pensamento sobre o mundo como uma questão de sensação, ou seja, a vida – como alguma coisa sofrida, porém possível de ser entendida – é captada pelos nossos sentidos para uma interpretação e uma busca para razão ser dada às questões existentes. É quase como uma preocupação de compreender a razão e o propósito da existência da raça humana; do motivo de sofrer pela morte de um jeito que os outros animais nunca entenderiam.


Com isso, a ideia de sensação e representação pessoal/particular é o único objeto que faz com que o espaço seja presente, que seja sólido e único. Assim, não existe um sol, mas sim um olho que vê um sol, não existe um som, caso algo não se faça presente para captar tal informação. Então, para o filósofo, nada existe senão um alguém; isto é, tudo existe para e com um sujeito.


Schopenhauer conta com a suposição de algo íntimo das pessoas – que não pode ser visto diretamente nas interações – e de algo físico como o tempo, espaço e a causalidade – que se caracteriza pela existência de tudo e pelas suas devidas essências; sem isso nada existiria, pois, nada seria sentido e não teria ninguém para sentir. Então, por definição, tempo e espaço são uma classe especial de representações que subsistem por si mesma.


É de se possuir uma ideia de tempo que parte da forma do princípio da razão, ou seja, a sapiência é a possível consequência do afastamento da coisa-em-si – isto que, como definição, é algo incorpóreo que sempre está presente; é a mais imediata das objetivações (que será visto com mais detalhes em frente). Assim, com isso, os animais “irracionais” são o que se tem de mais próximo desta coisa-em-si: estes animais sentem e intuem, já o homem pensa e sabe; no entanto, ambos querem. Enqu