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A Revolução Verde e os impactos sobre a biodiversidade

Uma afirmação muito comum a respeito da agricultura é a de que não seria possível alimentar toda a população mundial de maneira sustentável – isto, entretanto, não passa de uma falácia. Neste texto, iremos conhecer alguns segredos que não te contam sobre o processo agrícola, e analisar os impactos da forma de plantio que dominou o mundo pós Revolução Verde.


A chamada “Revolução Verde” foi um processo que iniciou-se, no Brasil, por volta de 1940, com a associação da indústria às práticas agrícolas, a mecanização dos processos e o consequente aumento da concentração fundiária. Com as terras divididas nas mãos de poucos, tornou-se cada vez mais comum o sistema de monocultura – ou seja, o plantio de uma única espécie vegetal em uma enorme área – por facilitar a mecanização e, deste modo, diminuir os custos. A monocultura, entretanto, representa uma ameaça à biodiversidade do planeta.


Vamos entender mais a fundo:

O grande objetivo deste sistema é ser uma alternativa facilitadora para o plantio em grandes propriedades, detidas por uma única empresa ou família; o processo, contudo, vai para muito além disto. Primeiramente, é muito comum a retirada da cobertura vegetal destas áreas de plantio, replantando uma única espécie de cultura agrícola, deixando o solo mais propício as ações erosivas e alterando o microclima da região. Além disso, o plantio de uma única espécie gera a perda de nutrientes e a exaustão do solo – fazendo com que a área torne-se improdutiva depois de certo período de tempo.


Ademais, as alterações microclimáticas (causadas pelo desmatamento) podem causar uma diminuição significativa dos índices pluviométricos de uma região – impactando diretamente a produtividade agrícola. O sistema de monocultura torna, também, os ciclos de pragas mais propícios, gerando um consequente aumento no uso de agrotóxicos que podem vir a contaminar rios, lagos, lençóis freáticos e outros corpos hídricos, interferindo também no equilíbrio destes ecossistemas.