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A ligação histórica do NH4NO3 com Beirute e outras catástrofes

Em agosto de 2020, Beirute vivenciou uma explosão em seu portuário que gerou magnitude 3,3 na escala Richter. Como isso ocorreu?


Estavam acumulados cerca de 2.700 toneladas de nitrato de amônio, fórmula com finalidade agrícola, que também pode ser utilizado em explosivos. O acidente deixou 5.000 pessoas feridas e aproximadamente 200 mortos.

O nitrato de amônio é fatal quando exposto a temperaturas altas. Esse já esteve presente em diversas outras catástrofes desde 1916. O NH4NO3provavelmente estava encaixotado em papelão, o qual é fortemente rico em carbono, deixando mais inflamável e mais fácil a explosão ocorrer.

A explosão de Beirute é relativamente parecida com o acidente em Texas City, em 1947, no qual um navio com fumaça chegou ao porto de Houston - carregando nitrato de amônio, munição e combustível –o acontecimento deixou 600 mortos e 5.000 feridos, além de destruir muitos lares, assim como ocorreu na explosão de Beirute.

Além disso, no atentado em 1995 em Oklahoma City, o composto químico também estava presente em duas toneladas, deixando 168 mortos.

Para os especialistas, a explosão no Líbano equivaleu cerca de 400 a 3.000 toneladas de TNT e como o nitrato de amônio já estava armazenado no portuário por muito tempo, ele poderia ter se degradado e tornado-se mais perigoso.

Porém, especialistas dizem que o composto não se degrada com o tempo quando está armazenado. Então, a dúvida que fica é: será que tinha outros compostos químicos juntos com o nitrato? Ou será que, quando transportado, o que estava encaixotado se misturou com gasolina?

Após a destruição, com muito pó e fumaça de construções devastadas, os libaneses terão que lidar com um ar poluído que dificulta a respiração em tempos de Covid-19.