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A Fragilidade da nova geração.



Vivemos em uma era de fragilidade, onde tudo o que pode ser visto como diferente é restringido, excluído e censurado, sem a possibilidade de discussão. Hoje, com o fenômeno da sensibilidade extrema, coisas banais do dia a dia acabam se enquadrando neste cenário, exibindo um baixíssimo grau de tolerância com o outro.

Ao compararmos o cenário vivenciado pelas gerações do século XX com a geração Z, é nítida a diferença. O mundo apresentado no século vinte foi sangrento, repleto de massacres, dificuldades e por consequência, transformações profundas. O ambiente era mais hostil e severo, resultando em uma sociedade mais forte, representado pelo famoso ditado “Homens fortes criam tempos fáceis e tempos fáceis geram homens fracos; mas homens fracos criam tempos difíceis e tempos difíceis geram homens fortes”. Todavia, apesar do avanço estrutural e tecnológico que hoje possuímos, a falta de dificuldades gera o não enfrentamento de situações, a necessidade exorbitante de auxílios e ainda mais, o stress contínuo. A incapacidade de aceitar situações difíceis gerou a criação de um grupo específico, os “protetores dos indefesos”: o politicamente correto. Com a tentativa de apaziguar as mazelas humanas, surge este ativismo “jurídico” que reflete a proteção absurda e prejudicial dos indivíduos. Uma suposta mãe coruja, que ao fornecer seu colinho, retira qualquer forma de aprendizado e tolerância aos “filhotes”. A metáfora se enquadra exatamente nas gerações atuais.

Problemas ou frustrações nem sempre são fatores ruins, sendo na verdade, a base para a construção de pessoas fortes. A falta de um cenário com dificuldades cria uma geração que, ao não ter problemas, produzem eles. Hoje, existe uma expectativa ilusória de que todos os seres são e devem ser pessoas bondosas e éticas, muito diferente do que realmente é presenciado na realidade. Apesar de termos nossas crenças pessoais do que deveria ser justo e bom, no dia a dia, o mundo é bem diferente do que gostaríamos que fosse. Nessa expectativa de mundo perfeito, as pessoas criam uma versão de auto defensores da moralidade humana, saem na defesa dos demais e censuram qualquer aplicação de “injustiça”, tendo