Buscar

A falta de investimento no esporte brasileiro

As Olimpíadas iniciaram-se em 23 de julho, e foram até dia 8 de agosto. Os jogos e competições esportivas foram muito emocionantes, e é possível ver o trabalho duro, e como os competidores se superaram cada vez mais, lidando com cada prova da melhor forma possível, mesmo que não tenham conseguido medalha alguma. O Brasil ganhou medalhas em diversas modalidades, como surfe, com Ítalo Ferreira, skate, com Rayssa Leal, de apenas 13 anos, maratona aquática, com Ana Marcela Cunha, ginástica, com a apresentação memorável de Rebeca Andrade, ao som de Baile de Favela, entre outras. Por mais que o Brasil esteja com um número considerável de medalhas, não se pode esquecer que a situação da maioria dos atletas é muito precária, e que a maioria das modalidades brasileiras não possui patrocínio e investimento do Estado.

Muitos dos atletas possuem uma história de vida muito difícil, como por exemplo o surfista Ítalo, que contou em entrevista que teve que aprender a surfar com uma tampa de isopor, pois não tinha dinheiro para comprar uma prancha. O surfista é só um exemplo dos 309 outros atletas brasileiros que foram para as Olimpíadas. Desse número, 42% não possuem nenhum tipo de patrocínio, 19% vivem com menos de R$2.000 de auxílio, e 10% não vivem do esporte que praticam. Esses dados são assustadores, afinal são atletas com tanto talento e potencial que, se recebessem mais investimento, teriam vidas melhores, e mais chances ainda de ganhar medalhas olímpicas.

Pode-se observar que grande parte dos brasileiros que ganharam alguma medalha praticavam esportes que não necessitavam de investimento, tal qual surfe, skate, e natação, pois o mar é público. Dessa forma, os atletas podem treinar o nado e o surfe, além das pistas de skate serem públicas também. Isso mostra que o acesso ao treinamento é relativamente mais fácil do que o de esportes coletivos, por exemplo. Ambos times de handebol (feminino e masculino) não conseguiram chegar nem nas oitavas. O futebol feminino também não. Isso mostra que os esportes coletivos, que necessitam de quadras e aparelhos (tais quais bolas) para o treino, vem encontrando isso de forma precária, de modo que os times não estão tendo treinamento necessário, consequentemente não são tão estruturados, levando a derrotas nas Olimpíadas.

Dessa forma, é notável como há uma falta de investimento no esporte brasileiro, e isso deve ser revisto o quanto antes. O esporte é uma forma de expressão, de socialização, e é extremamente importante para a saúde física e mental. As práticas esportivas não ocorrem só nas Olimpíadas, e é necessário compreender que sem infraestrutura e treinos não há atletas.