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A Física em Interestelar


“Interestelar” é um filme de 2014, que conquistou uma legião de fãs. O motivo? É considerado um dos melhores filmes de ficção científica já feitos. Nele, os recursos da Terra estão com os seus dias contados, levando um grupo de astronautas a embarcarem em uma viagem intergaláctica para achar um novo lar à humanidade. Um ponto muito interessante do filme é a forma como os conceitos de física são retratados, o que também pode confundir a cabeça de muitos telespectadores. Por isso, nesta matéria, vou esclarecer a física em “Interestelar”.


Aviso: essa matéria contém spoilers! Veja o filme antes de ler (vale a pena, prometo!)


O buraco de minhoca: no início do filme, a NASA conta a Cooper que uma anomalia gravitacional foi encontrada perto de Saturno, logo é identificada como um buraco de minhoca. A definição de buraco de minhoca é dada quando dois pontos do espaço tempo estão interligados e é possível viajar entre eles. Ele tem duas entradas, chamadas “bocas”, as quais, no filme, uma se localiza perto de Saturno e a outra em uma galáxia distante. Ele foi colocado lá artificialmente por “eles”: uma civilização avançada que quer ajudar a humanidade a sair do sistema solar e se salvar. Na vida real, porém, a sua existência ainda é um mistério para o cientistas, e a probabilidade de que um buraco de minhoca seja formado por causas naturais é baixíssima.


O planeta Miller e a relatividade do tempo: a primeira parada dos astronautas é no planeta Miller, a fim de resgatar dados de missões passadas. A partir