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A Expansão do Universo



Na década de 20, Edwin Hubble descobriu a expansão do universo. A ideia de um universo estático era aceita até para físicos como Albert Einstein, tornando a descoberta uma das maiores revoluções científicas do século XX, que ainda gera muitas perguntas aos cientistas.


O espectro de luz foi um elemento essencial na descoberta. Em 1660, Isaac Newton colocou um prisma na frente de um feixe de luz solar e observou que a luz branca se dispersava em 7 cores, descobrindo assim, o espectro de luz visível. A luz visível consiste em flutuações, ou ondas, no campo eletromagnético, e seus comprimentos variam entre 4 e 7 milionésimos de metro. A cor é relacionada ao comprimento e frequência da onda eletromagnética: os comprimentos de onda mais longos aparecem no extremo vermelho, enquanto os mais curtos aparecem no extremo azul. O comprimento da onda também determina a sua distância: ondas longas estão se distanciando da Terra e ondas curtas se aproximando. Esse efeito é chamado de Efeito Doppler (Relativístico), descoberto por Johann Christian Doppler, em 1842.



Assim como o prisma, se focarmos um telescópio em uma estrela ou até em uma galáxia, conseguimos observar o seu espectro de luz. Assim, Edwin Hubble foi um dos cientistas que se dedicou a estudar as galáxias e seus espectros de luz. Em seus estudos, ele notou que quase todas emitiam uma cor vermelha, significando que a maioria das galáxias estavam se afastando da Terra. Consequentemente, ele chegou à conclusão que o universo está se expandindo. Com essa descoberta, ele formulou a Lei de Hubble, que mostra a velocidade de afastamento entre as galáxias. Aplicando essa lei, acredita-se que o universo está expandindo cerca de 5% a 10% a cada 1 bilhão de anos, em uma função exponencial. Ela também é utilizada para acharmos a idade do universo (13,4 bilhões de anos!), se levarmos em conta que tudo estava no mesmo ponto em seu início.


Existem alguns modelos e teorias sobre a expansão, mas o mais aceito pelos cientistas (e por mim, óbvio) é o de Friedmann. Nele, o universo se expande devagar o suficiente para que a atração gravitacional faça a expansão desacelerar, até o universo se contrair e colidir. Essa teoria é chamada de Big Crunch, na qual acredita-se que o universo acabará com uma explosão, como foi no Big Bang. Nessa linha de pensamento, o universo é finito, porém não tem contornos nem bordas. Teoricamente, se você tentasse chegar na borda, chegaria no lugar onde começou, mas nunca vamos descob