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A banalização de abuso psicológico dentro de realitys


No Mundo Audiovisual televisivo de hoje em dia, uma das maiores demandas pelo público consumidor do mesmo, são os tão comentando reality shows. Cada canal aberto produz seu próprio e com isso uma batalha pela maior audiência. No início desse ano, deu-se início ao tão comentado Big Brother Brasil, conhecido como a casa mais vigiada do país.


No aniversário de 2 semanas do programa, ele já se mostrava uma fábrica de gatilhos constantes. E aquilo projetado para uma diversão, se transformou em total abuso psicológico em cima de alguns participantes.


A maior revolta sobre isso tudo, foi o silêncio da emissora responsável pelo programa sobre os abusos que estavam sendo cometidos dentro da casa. A exclusão de participantes, seguidos por xenofobia, intolerância religiosa e muitas outras agressões, só foi comentada quando uma das vítimas desse abuso resolveu se retirar da casa.



No ano de 2020, tivemos outro exemplo no reality “A fazenda”, onde uma das participantes, diagnosticada com “síndrome de borderline”, sofria de crises dentro da casa. Novamente o silêncio se fez presente, mas dessa vez, a emissora já era outra.


O questionamento do brasileiro hoje é sobre a banalização perante atos que são considerados crimes. A responsabilidade dessas emissoras, que produzem seus conteúdos para todo um país, é gigantesca. E mesmo tendo toda essa responsabilidade, ainda assim, tratam com descaso situações tão presentes no cotidiano de toda uma nação.


Comportamentos como esses sendo tratados como “normal” apenas fazem com que a reprodução aqui fora seja presente de forma mais agressiva, e que os agressores tratem isso de forma natural.


Pedir para que abusos psicológicos não sejam permitidos dentro de realitys como esse, é pedir o mínimo. Dentro de programas, casos assim não são notificados, mas aqui fora, podem acarretar em penalizações seríssim