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13 vezes amor

Atualizado: 24 de set. de 2021



O amor: o único sentimento capaz de salvar e amaldiçoar a humanidade ao mesmo tempo, e do mesmo modo, é selvagem e dócil, o dualismo do amor traz consigo o equilíbrio da imperfeição que rege as relações humanas.


Desde a época de Platão, o amor é temido pelos pensadores, tratado como uma droga psicoativa de desiquilíbrio mental do indivíduo, uma doença a qual não se tem cura. Já para Cristo, só o amor pode salvar o mundo, o mesmo amor desprezado pelos antigos agora se caracteriza como o único instrumento de salvação.


Trago a este monólogo o divino, e pergunto-lhe, por que o amor? Sentimento humano, selvagem, corrompível. A sociedade necessita mesmo desta selvageria? Por amor os homens se matam, por ele suas almas os devoram vivos, mas só por ele se permitem completos.

Afinal de contas, quem estaria certo, aquele que nega o amor ou aquele que o abraça? Seria ele a salvação ou o fim? Eu vos digo, a salvação e o fim. Por amor nós matamos, nos embriagamos e agimos sem pensar. Grande parte das maiores barbáries da humanidade foram cometidas por uma ou outra das diversas faces do amor. Por outro lado, o que seria de nós sem o amor? Nada, absolutamente nada, sem amor não há vida, não há significado. Amar é embriagar-se da mais potente droga e gostar, é um reflexo da relação humana com aquilo que mesmo ferindo o atrai.