13/04/2026
Folha Um News»Notícias»Pesquisa: Moro lidera no Paraná e pode vencer no 1º turno

Pesquisa: Moro lidera no Paraná e pode vencer no 1º turno

Uma nova pesquisa eleitoral no Paraná mostra um cenário curioso. Enquanto o governador atual, Ratinho Jr., tem alta aprovação, a oposição lidera a corrida pelo Palácio Iguaçu.

O levantamento do Instituto Paraná Pesquisas, divulgado na manhã de segunda-feira, 13 de abril, confirma a vantagem do ex-juiz Sergio Moro, do PL. Nos cenários testados, ele aparece à frente dos possíveis adversários.

A aprovação do trabalho do governador Ratinho Jr. foi medida em 83,8%. Contudo, nas simulações para o pleito estadual, quem lidera é Moro.

Mantido o quadro atual, Moro tem chances de vencer a eleição no primeiro turno. Em dois dos cenários pesquisados, ele ultrapassa a marca de 50% das intenções de voto.

No cenário de maior vantagem, o ex-juiz atinge 52,5%. Seus principais concorrentes ficam com 22,9% (Requião Filho) e 5,9% (Guto Silva, um possível candidato da situação).

Até mesmo no cenário considerado menos favorável para Moro, ele segue na liderança. Nessa simulação, que inclui Rafael Greca, Moro tem 46% das intenções. Greca aparece com 19,7% e Requião Filho com 17,7%.

A margem de erro da pesquisa é de 2,6 pontos percentuais. Isso significa que, mesmo nesse último cenário, Moro também teria chances de vitória.

Aliados do governador Ratinho Jr. apostam na capacidade de transferência de votos do chefe do executivo estadual para tentar reverter o quadro. Pesquisas internas indicariam que esse potencial é alto.

A sondagem foi realizada entre 1500 eleitores, ouvidos em 56 municípios paranaenses. A pesquisa reforça a posição de Moro como favorito na disputa pelo governo do estado.

A migração política de Sergio Moro para o PL é um dos fatores observados no cenário eleitoral. O ex-juiz, que atuou em processos de grande repercussão nacional, agora busca um cargo no executivo estadual.

Os dados indicam um eleitorado que parece separar a avaliação do governo atual da intenção de voto para o próximo mandato. Essa dissociação explica parte do paradoxo revelado pelos números.