A Nigéria, conhecida por sua tradição no futebol, não estará presente na Copa do Mundo de 2026, surpreendendo muitos fãs. Historicamente, a seleção nigeriana, chamada de Águias, destacou-se nas décadas de 1990 e no início dos anos 2000, participando de seis Copas do Mundo entre 1994 e 2018. Além disso, o país conquistou o ouro olímpico em Atlanta, em 1996, e colecionou três títulos da Copa Africana, sendo uma das seleções mais bem-sucedidas da competição ao longo dos anos.
Recentemente, a equipe enfrentou sérios obstáculos. Depois de perder uma vaga no Mundial do Qatar devido a um gol sofrido em casa contra Gana, a Nigéria teve um desempenho promissor na Copa Africana das Nações, chegando à final, mas perdeu para a Costa do Marfim. A saída do técnico português José Peseiro e a busca por um novo treinador criaram um clima de incertezas. O novo comandante, Finidi George, não conseguiu se ajustar ao grupo, que possui jogadores conhecidos por suas personalidades fortes, como Victor Osimhen.
A situação se complicou ainda mais com o novo formato das eliminatórias africanas, que aumentaram o número de vagas na Copa do Mundo. A Nigéria caiu em um grupo considerado difícil, incluindo a forte seleção da África do Sul, o que dificultou seu caminho rumo à classificação. Para tentar reverter essa situação, a Nigéria contratou Éric Chélle, um treinador que cresceu na França e já liderou a seleção de Mali em uma campanha bem-sucedida, levando o país às quartas de final da última Copa Africana. Sob seu comando, a equipe nigeriana conseguiu chegar à repescagem, mas foi eliminada nos pênaltis pela República Democrática do Congo.
Após a derrota, a Nigéria ainda tentou questionar a legalidade da participação de alguns jogadores congoleses, afirmando que a legislação da República Democrática do Congo impedia a dupla nacionalidade. No entanto, a FIFA não aceitou o apelo, alegando a falta de provas concretas sobre as alegações nigerianas.
Como resultado, a Nigéria ficará de fora da Copa do Mundo, mesmo com um elenco talentoso, que poderia causar impacto na competição. Agora, a equipe terá a oportunidade de se redimir na próxima edição da Copa Africana das Nações, buscando provar que ainda é uma das melhores seleções do continente e que a eliminação foi um episódio isolado em sua história recente.
