Zelensky demite ministro da Defesa e gera protestos na Ucrânia

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, demitiu o ministro da Defesa, Mykhailo Fedorov, que estava no cargo há seis meses. Fedorov é um especialista em tecnologia digital e era popular entre ucranianos e aliados ocidentais por seu trabalho no uso de tecnologias modernas para enfrentar a Rússia e combater a corrupção.
Com 35 anos, Fedorov publicou uma mensagem de despedida nas redes sociais na noite de quarta-feira, depois de dias de rumores sobre sua saída. Na mensagem, ele listou 22 realizações. Entre elas, a desativação do serviço de internet Starlink, de Elon Musk, para os russos e a criação de processos de licitação para comprar equipamentos militares, como projéteis de artilharia, drones e caminhonetes.
A demissão gerou críticas entre os ucranianos. Muitos atribuem a Fedorov o mérito pela modernização das Forças Armadas da Ucrânia. Planos de protestos contra a decisão circularam rapidamente pelas redes sociais na noite de quarta-feira. Na mesma noite, a Rússia lançou uma onda de ataques aéreos contra a Ucrânia.
Em outro assunto relacionado, a guerra na Ucrânia continua a gerar desdobramentos na comunidade internacional. A União Europeia anunciou um novo pacote de sanções contra a Rússia, visando setores como energia e tecnologia. A medida busca reduzir a capacidade russa de financiar o conflito. As sanções incluem a proibição de exportação de certos bens de uso duplo, que podem ser usados tanto para fins civis quanto militares.
O governo ucraniano, por sua vez, intensificou os pedidos por mais sistemas de defesa aérea. Autoridades afirmam que a proteção das cidades e da infraestrutura energética é prioridade diante dos ataques russos. A situação humanitária no país também preocupa, com relatos de danos em instalações civis e dificuldades de acesso a serviços básicos em regiões próximas à linha de frente.