Milly Lacombe: Xuxa e a liberdade de envelhecer
A colunista Milly Lacombe, do UOL, escreveu um artigo sobre a volta de Xuxa aos palcos e a reação do público diante do corpo da apresentadora de 63 anos. O texto foi publicado em 01/08/2026 e discute a liberdade de envelhecer e a recepção ao colã usado pela artista.
Na análise, a colunista lembra que Xuxa voltou a cantar para a mesma audiência que a acompanhava no final dos anos 80 e início dos 90. Essa geração, que hoje tem entre 40 e 50 anos, cresceu assistindo ao "Xou da Xuxa", exibido pela Globo entre 1986 e 1992. Para Milly, o que era aceitável na época, como uma jovem dançando de colã, hoje é visto com ofensa por muitos. A crítica aponta que a sociedade permite a sexualização de uma mulher de 23 anos, mas espera que uma mulher de 63 anos fique em casa.
O artigo compara a atitude de Xuxa com a de Madonna, que também desafiou as regras implícitas sobre o envelhecimento feminino. Segundo a colunista, o incômodo gerado pela apresentadora é a exposição da liberdade de um corpo feminino envelhecido. Ela argumenta que as sociedades historicamente tentam limitar essa liberdade, e que a reação atual é motivada por machismo e misoginia.
Milly Lacombe também menciona que o programa original tinha problemas, como a hipersexualização da mulher e a falta de diversidade racial. No entanto, ela destaca que a histeria atual é diferente. A colunista relata que Xuxa lotou o estádio e chorou ao falar do ódio recebido. No segundo show, a apresentadora escondeu a virilha, que havia causado polêmica na primeira apresentação.
A colunista conclui que a reação da sociedade é hipócrita, citando casos como os de Epstein e Vorcaro para ilustrar a estrutura de poder masculinista. Ela afirma que, apesar do ódio, o amor ainda é maior. O texto é um artigo de opinião e não reflete, necessariamente, a posição do UOL.