24/03/2026
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Monniky Fraga presa por sequestro falso

A influenciadora digital Monniky Daiane de Fraga Caldas, de 27 anos, foi presa em Iguarassu, Pernambuco, nesta terça-feira. A prisão ocorreu durante a Operação Cortina de Likes. Ela é acusada de simular um sequestro em abril de 2025 para aumentar o número de seguidores em suas redes sociais. Atualmente, seu perfil tem cerca de 27,2 mil seguidores.

A Polícia Civil cumpriu dois mandados: um de prisão preventiva e outro de busca e apreensão. Os mandados foram expedidos pela Vara Criminal de Igarassu. As ordens judiciais foram contra Monniky e outro envolvido no caso. Eles respondem por crimes de extorsão, fraude processual e falsa comunicação de crime.

De acordo com as investigações, um terceiro suspeito também era alvo da operação, mas ele morreu durante o andamento dos trabalhos policiais. A polícia ainda apura a participação de uma quarta pessoa nos fatos.

O delegado adjunto Jorge Pinto, do Grupo de Operações da Polícia Civil de Pernambuco (GOE/PCPE), coordena a ação. Segundo ele, as investigações tiveram início após a própria influenciadora registrar queixa de sequestro. Ela alegou ter sido vítima, junto com o marido, no dia 21 de abril do ano passado.

Na época, Monniky Fraga publicou vídeos em suas redes sociais relatando a suposta violência. Ela disse que foi levada para uma área de mata por dois homens, que pediram uma grande quantia em dinheiro pelo resgate.

O delegado Jorge Pinto afirmou que o objetivo inicial era desarticular uma associação criminosa voltada para extorsão mediante sequestro. Contudo, as investigações do GOE mostraram que se tratava de uma fraude. “Os indícios são muito fortes, no sentido de que a vítima, na verdade, teria sido a mentora de um falso sequestro”, disse o delegado. A motivação seria ganhar seguidores nas redes sociais.

De acordo com as apurações, o marido de Monniky não tinha conhecimento da armação e chegou a ter um cordão de ouro roubado durante o episódio. Pinto também informou que a influenciadora já mantinha um relacionamento anterior com um dos homens envolvidos no suposto crime.

“Pelo o que a gente pôde constatar nas investigações, ela estava em baixa nas suas mídias sociais. Então, foram utilizados veículo clonado, arma de fogo, tudo isso para dar contorno de veracidade à trama”, completou o integrante da GOE.

A operação contou com a atuação de 30 agentes policiais. Teve assessoria da Diretoria de Inteligência da Polícia Civil de Pernambuco e apoio operacional da Polícia Civil de São Paulo.

O inquérito policial deve ser concluído nos próximos dez dias. Após o término, o documento será enviado ao Ministério Público de Pernambuco. Caberá ao MP a decisão de oferecer ou não denúncia à Justiça.

A prisão da influenciadora ocorre em um contexto de maior atenção a crimes envolvendo a fabricação de situações para obter audiência na internet. Casos semelhantes, onde a busca por seguidores ou notoriedade leva a ações ilegais, têm sido investigados por forças policiais em diferentes estados. A Polícia Civil de Pernambuco reforça que a falsa comunicação de crime consome recursos públicos e desvia o trabalho policial de investigações reais, sendo por isso tratada com severidade.

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