O líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, está inconsciente e em estado grave. Ele recebe tratamento médico na cidade de Qom e não participa de nenhuma decisão sobre o regime.
As informações são do jornal britânico The Times, com base em um memorando diplomático que usou avaliações das inteligências israelense e americana.
Pelo menos uma pessoa morreu em um tiroteio próximo ao consulado israelense na Turquia.
Após declarações do ex-presidente americano Donald Trump, grupos armados de oposição ao governo iraniano negaram ter recebido armas dos Estados Unidos.
O The Times também informou que as agências de inteligência já sabiam há algum tempo do paradeiro do filho do antigo líder supremo, Ali Khamenei. Ele foi nomeado como novo líder do Irã há algumas semanas.
O Irã convocou nesta terça-feira, 7 de abril, os jovens do país para formarem ‘correntes humanas’ ao redor das usinas de energia. O objetivo é evitar ataques dos Estados Unidos e de Israel.
O pedido foi feito na televisão estatal por Alireza Rahimi, secretário do Conselho Supremo da Juventude e da Adolescência. O apelo ocorreu após ameaças de novos ataques por parte dos EUA e foi dirigido a todos os jovens, atletas, artistas, estudantes e universitários, além de seus professores.
Ele pediu que se reúnam ainda nesta terça-feira nas usinas, definindo-as como patrimônio nacional e capital do país, que pertencem ao futuro do Irã e à sua juventude.
Em meio a isso, o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou destruir o Irã inteiro nesta terça se o Estreito de Ormuz não fosse reaberto até as nove da noite, no horário de Brasília. A rota é um importante corredor marítimo para exportação de petróleo.
Na segunda-feira, 6 de abril, os governos americano e iraniano rejeitaram um plano de cessar-fogo elaborado pelo Paquistão.
Trump disse que, caso não houvesse um acordo aceitável até o prazo, todas as pontes e usinas de energia do Irã seriam dizimadas em poucas horas.
O ex-presidente americano afirmou não estar preocupado se os EUA fossem acusados de crime de guerra por atacar alvos civis. Para ele, o verdadeiro crime seria permitir que um país com líderes que considera problemáticos possua uma arma nuclear.
Durante coletiva na Casa Branca, Trump também disse que, se pudesse escolher, tomaria o petróleo do Irã. Mas ponderou que os cidadãos americanos querem o fim da guerra.
Em resposta, o Exército iraniano chamou as ameaças de Trump de delirantes e afirmou que elas não compensariam a vergonha e a humilhação dos Estados Unidos na região.
O prazo que expirou nesta terça-feira é um ultimato que já foi adiado quatro vezes pelo ex-presidente americano desde 21 de março.
O contexto do conflito entre EUA, Israel e Irã continua sem sinais de trégua, com reportagens destacando o risco de invasão na ilha de Kharg e esforços de mediação por países como China e Paquistão.
