Irã diz que atacou instalação nuclear em Israel
O Irã afirmou neste sábado, 21 de março, ter atacado a cidade israelense de Dimona, onde se encontra uma instalação nuclear. A ação foi descrita como uma “resposta” ao bombardeio do complexo subterrâneo de Natanz, que é equipado para enriquecer urânio.
Israel é considerado o único país da região do Oriente Médio com posse de armas nucleares. No entanto, o país mantém uma política conhecida como “ambiguidade estratégica”, pela qual não confirma nem desmente publicamente esse status.
A usina de Dimona está localizada no deserto do Neguev. Oficialmente, é classificada como um centro de pesquisa nuclear e de fornecimento de energia. Informações da imprensa estrangeira, ao longo dos anos, apontam que o local participou da fabricação de armas atômicas nas últimas décadas.
O ataque resultou em dezenas de feridos, principalmente por estilhaços de projéteis. De acordo com autoridades locais, um edifício em Dimona sofreu um “impacto direto de um míssil” iraniano.
O centro de pesquisas nucleares de Dimona é um local de alta segurança e seu papel tem sido objeto de especulações e relatórios internacionais por muito tempo. A instalação começou a operar nos anos 1960 e sempre foi cercada de sigilo por parte do governo israelense.
A política de não confirmar nem negar a posse de arsenal nuclear é um pilar da defesa israelense há décadas. Especialistas em geopolítica argumentam que essa postura serve como um elemento de dissuasão contra outros países da região.
O complexo de Natanz, no Irã, que teria sido alvo de Israel anteriormente, é uma instalação central para o programa de enriquecimento de urânio iraniano. Incidentes e sabotagens nesse local já foram reportados no passado, intensificando as tensões entre as duas nações.
Este confronto direto marca uma escalada significativa no conflito entre Irã e Israel, que frequentemente operam por meio de proxies ou ataques indiretos. A troca de acusações sobre atividades nucleares está no cerne da rivalidade entre os dois países.
