No sábado, um grupo de ativistas climáticos promoveu uma ação em Veneza, tingindo o Grande Canal de verde. O protesto ocorreu poucas horas antes da aprovação de um documento durante a COP30 em Belém, que não apresenta um plano claro para a transição longe dos combustíveis fósseis. Entre os ativistas estava Greta Thunberg, que acabou sendo multada e proibida de entrar na cidade por 48 horas, junto com outros 35 membros do movimento Extinction Rebellion.
O ato foi parte de uma ação coordenada em dez cidades italianas, onde ativistas liberaram um corante ecológico em várias fontes de água, como rios e lagos. Em Veneza, a água ganhou um tom verde e uma faixa com os dizeres “Parem o Ecocídio” foi estendida na famosa Ponte Rialto. A iniciativa teve como objetivo chamar a atenção para os “efeitos massivos do colapso climático”.
Greta participou do ato intitulado “Stop Ecocide”, onde manifestantes vestindo roupas vermelhas e com os rostos cobertos caminharam simbolicamente entre os visitantes da cidade, representando um planeta em crises ecológicas. O governador de Veneza criticou a manifestação, chamando-a de desrespeitosa e apontando que o protesto parecia buscar mais visibilidade do que uma verdadeira conscientização sobre as questões ambientais.
O protesto aconteceu no mesmo dia em que os delegados da COP30 não conseguiram chegar a um consenso sobre a redução do uso de combustíveis fósseis. Mesmo com a pressão de mais de 30 países para estabelecer metas de eliminação gradual, o acordo final apenas incentivou esforços voluntários, enquanto países dependentes do petróleo resistiram a compromissos mais ambiciosos.
Além de Veneza, o Extinction Rebellion também aplicou o corante em outras cidades, como Gênova, Pádua e Milão, criticando a postura da Itália nas negociações climáticas. Os manifestantes afirmaram que a ação serviu para evidenciar a urgência da situação climática, mesmo diante das reações das autoridades locais.
Greta Thunberg também enfrenta repercussões de uma detenção recente em Israel, onde tentou se juntar a uma flotilha humanitária para Gaza. Ela alegou ter sido maltratada durante cinco dias sob custódia, algo que o governo israelense nega. A ativista já passou por outras confrontações com autoridades europeias em protestos contra subsídios para combustíveis fósseis.
