09/06/2026
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Confiança do consumidor paulistano cai 0,4% em maio

Confiança do consumidor paulistano cai 0,4% em maio

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) paulistano recuou 0,4% em maio, para 120,6 pontos, ante 121,1 pontos em abril. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (8) pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).

Na comparação com o mesmo mês de 2025, o indicador avançou 7,9%. A escala do ICC vai de zero, que representa pessimismo total, a 200 pontos, que indicam otimismo total, com 100 pontos como limite entre os dois cenários.

De acordo com a FecomercioSP, o resultado de maio reflete o ambiente econômico atual. Entre os fatores que pressionam o índice está a taxa básica de juros (Selic), em 14,5% ao ano, o que torna o crédito mais caro e dificulta compras parceladas e financiadas.

Por outro lado, a entidade cita o novo Desenrola Brasil como um elemento positivo. O programa oferece descontos de até 90% em dívidas de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal.

Em nota, a FecomercioSP afirmou que o programa pode melhorar a percepção futura das famílias sobre a reorganização financeira. No entanto, os efeitos concretos sobre o consumo devem ser graduais e dependem da adesão efetiva, das condições oferecidas pelas instituições financeiras e da real capacidade familiar de pagamento.

Impacto da Selic no consumo

A manutenção da Selic em patamar elevado continua sendo um dos principais obstáculos para a recuperação do consumo no curto prazo. Com juros altos, o custo do crédito aumenta, o que reduz a disposição dos consumidores para realizar compras de maior valor, como eletrodomésticos e veículos.

Esse cenário afeta diretamente o comércio, que depende do financiamento para impulsionar as vendas. A FecomercioSP destaca que, enquanto a taxa básica não cair, a confiança do consumidor deve continuar sob pressão.

O ICC acima de 100 pontos, no entanto, indica que os paulistanos ainda mantêm um nível de otimismo, mesmo com as dificuldades impostas pelos juros altos e pela inflação.