14/01/2026
Folha Um News»Notícias»Ataque dos EUA à Venezuela afeta Fifa e COI

Ataque dos EUA à Venezuela afeta Fifa e COI

Na manhã de sábado, bombas lançadas pelos Estados Unidos atingiram a Venezuela, gerando um grande impacto e expectativa sobre a reação internacional. Agindo rapidamente, países como Rússia e Irã foram os primeiros a condenar o ataque, seguidos por Cuba, que reiterou seu apoio à Venezuela. A China, tradicionalmente cautelosa, aguardou para se pronunciar. O governo brasileiro, que busca um papel de liderança no Sul Global, convocou uma reunião para discutir a situação, consciente das complicações nas relações comerciais com os Estados Unidos.

Diversas vozes importantes já haviam sido ouvidas, incluindo representantes de outros países latino-americanos, da União Europeia, e até mesmo do Papa. Em meio a esse cenário, as grandes entidades esportivas, que não têm um papel direto no conflito, também se mostraram atentas ao desenrolar da situação. Essas organizações precisam considerar o impacto de eventos como a Copa do Mundo, que acontecerá em breve nos Estados Unidos, uma vez que a Venezuela não se classificou para o torneio, o que elimina um problema logístico imediato.

Para a FIFA, há um forte desejo de que a situação seja resolvida rapidamente, para evitar distrações antes do evento esportivo. O presidente da FIFA, Gianni Infantino, chegou a criar um Prêmio da Paz para ser entregue a Donald Trump, uma tentativa de suavizar a imagem da situação. Há uma expectativa de que as ações dos EUA possam ser reinterpretadas como uma “intervenção para manter a ordem”, mesmo que isso exija uma explicação retórica complexa.

O Comitê Olímpico Internacional (COI) enfrenta uma questão ética ao considerar as ações dos Estados Unidos. A situação atual na Venezuela levantou comparações com a invasão da Ucrânia, que resultou na exclusão da Rússia dos Jogos Olímpicos. A resposta do COI à invasão da Ucrânia exigiu coragem política e levou a várias entidades esportivas a tomarem medidas semelhantes. Contudo, a exclusão de atletas russos foi tratada de maneira única, sem uma diretriz clara para futuras ações que possam ser vistas como comparáveis, deixando a porta aberta para interpretações caso a caso.

Os Estados Unidos, ao longo dos anos, não temem repercussões por suas ações militares, como os ataques ao Irã, que não resultaram em penalidades. Por isso, a possibilidade de serem banidos de competições por estarem em estados de guerra é remota, e tal decisão exigiria um esforço logístico colossal.

Kirsty Coventry, recém-empossada presidente do COI, pode enfrentar grandes desafios ao lidar com a situação, já que sua posição é distinta da de Gianni Infantino, que já encontrou formas de contornar questões delicadas em suas comunicações. A situação continua a se desenrolar, com implicações profundas para a política e o esporte no cenário global.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *