Emmanuel Macron, presidente da França, anunciou que o país votará contra o tratado de livre-comércio com o Mercosul durante a votação programada para a próxima sexta-feira em Bruxelas. Essa decisão se soma à oposição de outros países europeus, como Polônia, Áustria, Hungria e Irlanda, que também manifestaram rejeição ao acordo.
Apesar da posição francesa, não há expectativa de que ela consiga impedir o andamento do tratado. A Comissão Europeia está próximo de garantir o apoio essencial da Itália, que anteriormente estava relutante. Essa mudança na posição italiana foi destacada pelo ministro das Relações Exteriores, Antonio Tajani, que elogiou novas medidas da União Europeia direcionadas a agricultores e ressaltou os “enormes benefícios” do pacto com o Mercosul. A Itália se junta a países como Alemanha, Países Baixos, Espanha e nações escandinavas que defendem o acordo, visando impulsionar a economia europeia.
Com esse apoio, a Comissão Europeia espera obter, na sexta-feira, a aprovação da maioria qualificada dos Estados membros da União Europeia. Caso isso ocorra, a assinatura do tratado pode ser realizada já na próxima segunda-feira no Paraguai, encerrando um processo de negociações que durou mais de vinte e cinco anos.