segunda-feira, 05 de janeiro de 2026

‘A empregada’ é engraçada, mas sem coerência 29/12/2025

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[email protected] 2 dias atrás - 3 minutos de leitura

O filme “A Empregada”, baseado em um livro de suspense que se tornou bastante popular, conta a história de Millie, uma jovem que acaba de sair da prisão e não tem onde ficar. Ela consegue um trabalho na mansão de Nina e Andrew Winchester, um casal rico. No entanto, sua nova patroa, Nina, tem um comportamento estranho e a vida de Millie logo se transforma em um verdadeiro pesadelo.

Nina, interpretada por Amanda Seyfried, é uma mulher volátil que desconta sua frustração na empregada, fazendo com que Millie se sinta cada vez mais confusa e desesperada. A situação se complica ainda mais, pois Millie não pode deixar o emprego, já que teme voltar à prisão. Enquanto fica presa na mansão, ela descobre que a família Winchester guarda segredos ainda mais sombrios do que se imagina.

O roteiro adapta praticamente a totalidade do romance escrito por Freida McFadden, mas apresenta várias decisões que não parecem lógicas e uma série de coincidências, especialmente nos momentos finais. Apesar de algumas críticas, o filme traz reviravoltas inesperadas que podem surpreender o público. Para quem espera um suspense altamente elaborado, talvez seja necessário um esforço extra para aceitar algumas partes da história.

A produção se destaca por abraçar sua própria estranheza, tornando-se quase divertidamente absurda. Nos momentos mais tensos, risadas puderam ser ouvidas na sala de cinema, com o público se envolvendo com a trama, mesmo que de forma leve.

Millie é vivida por Sydney Sweeney, uma atriz em ascensão, mas sua interpretação pode não ser a mais forte de sua carreira. Amanda Seyfried, como Nina, entrega uma atuação caricata, distante de suas performances mais marcantes. Por outro lado, Brandon Sklenar, que interpreta o galã, consegue cativar a audiência do início ao fim.

Há personagens na história, como um jardineiro atrativo e uma mulher rica com aparência de vilã, que não acrescentam muito à narrativa. A direção de Paul Feig, conhecida por obras leves, não traz inovações e o filme pode perder em qualidade técnica, com figurinos e edição que não se destacam. Um flashback mais longo no final pode diminuir o impacto das reviravoltas.

A mansão, cenário central da trama, poderia ter sido explorada de maneira mais envolvente e aterrorizante, semelhante a outros filmes que utilizam casas como símbolo de mistério.

No geral, “A Empregada” apresenta-se como um entretenimento leve, ideal para momentos em que se está disposto a relaxar, comer pipoca e aproveitar o ar-condicionado. Apesar disso, o desejo de conhecer a continuação, “O Segredo da Empregada”, que promete mais surpresas, deixa uma curiosidade no ar sobre o que mais a história pode revelar.

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