15/03/2026
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Mãe aguarda 27 anos pelo retorno do explorador Karl Bushby

Karl Bushby, um ex-paracaidista britânico, iniciou sua caminhada em 1998, quando saiu de Hull, na Inglaterra, com o plano de percorrer 36.000 milhas (cerca de 58.000 km) ao redor do mundo. Sua meta era voltar ao lar em setembro de 2026, onde sua mãe, Angela Bushby, de 75 anos, o espera com ansiedade. Angela, conhecido por ser a sua maior apoiadora, diz que estará à espera na porta de casa, pronta para abraçá-lo e fazer um comentário bem-humorado sobre seu atraso.

Karl partiu do Chile em 1º de novembro de 1998 e tinha a expectativa de que a jornada duraria apenas 12 anos. No entanto, diversos obstáculos, como questões geopolíticas, conflitos e problemas para obter vistos, dificultaram seu progresso. Atualmente, ele se encontra prestes a entrar na Áustria, enquanto sua família em casa se prepara para sua chegada.

Angela, que vive na mesma casa onde Karl cresceu, comentou que desde o início da jornada, viu seu filho apenas três vezes, incluindo uma visita antes de ele se tornar o primeiro britânico a atravessar o Estreito de Bering, congelado, entre a América do Norte e a Rússia em 2006. Cada lembrança traz à tona o orgulho e a preocupação que sente. Ao olhar para os retratos de Karl em sua sala de estar, ela relembra os inúmeros momentos de apreensão que passou.

Karl sempre foi determinado e audacioso. Angela recorda como ficou surpresa quando ele anunciou seus planos para a expedição, que foi incentivada pelo pai, Keith, um ex-soldado das Forças Especiais. Angela revela que Karl sempre foi um jovem aventureiro que gostava de se envolver com a natureza, o que a fazia ter dificuldades em mantê-lo dentro de casa. Com o passar dos anos, Angela cuidou de muitos momentos difíceis, especialmente quando Karl enfrentou o bullying na escola devido a dificuldades com a leitura, causadas pela dislexia, diagnosticada quando ele tinha 13 anos.

A trajetória de Karl não foi fácil. Desde sua juventude, ele lutou para ingressar no Exército, superando os desafios físicos e emocionais. Apesar da resistência escolar, sempre teve um forte desejo de se destacar e trazer orgulho à família. Em sua jornada, ele percorreu vários continentes, incluindo América do Sul, Central e do Norte, antes de chegar à Europa.

Recentemente, Karl enfrentou a necessidade de contornar restrições de vistos ao nadar 300 km pelo Mar Cáspio, evitando a entrada no Irã e na Rússia. Agora prestes a entrar na Áustria, ele se aproxima da reta final de sua jornada, enquanto Angela mantém vivos os registros com recortes de jornais que documentam cada passo de seu filho.

Apesar da saudade e da incerteza sobre como Karl se adaptará à vida em casa após tantos anos, Angela continua a preparar presentes de Natal para ele, acumulando uma coleção que espera que ele encontre ao voltar. Ela reflete sobre a possível dificuldade de Karl em se reinscrever na vida normal após sua longa jornada. Angela deseja que ele voltem a ficar juntos em casa, mas percebe que a longa viagem pode ter mudado seu filho para sempre.